por: Ana Carolina Gomes Salustriano
Os avanços tecnológicos perpassam a todas as lógicas de uma sociedade, estabelecendo outras dinâmicas em suas esferas educacional, profissional, comunicacional, econômica, política e social. A introdução e o desenvolvimento das novas tecnologias da informação e comunicação desencadearam a rápida emissão-produção e distribuição de conteúdos, interação com informações, recursos e pessoas, assim como à flexibilidade do tempo e à quebra de barreiras espaciais. As novas tecnologias, como a Internet, devem ser apercebidas como novos espaços de produção e veiculação de conhecimento. Ela viabiliza a democratização do conhecimento.
Este é o contexto no qual o jornalismo online nasceu. O fluxo de informações que dispõe é enorme e dinâmico, característica das novas possibilidades comunicacionais advindas do desenvolvimento dos meios tecnológicos. A sociedade midiatizada por estes meios viabilizou a produção, difusão e compartilhamento de informações, antes, inacessíveis. O jornalismo online propicia inúmeras possibilidades de interação com a informação, já que se estabeleceu em uma ambiente em que ocorre a convergência de mídias. Ou seja, o usuário é leitor, ouvinte e telespectador. É muito mais atrativo, fácil. Esperar vinte e quatro horas por informação é quase impossível na atualidade. Informação é poder. Outro fator crucial é a mobilidade na qual se pode se manter atualizado, informado, devido ao desenvolvimento de outras plataformas comunicacionais como: smartphones, laptops, netbooks, iphones, e o mais recente, Ipad, É possível competir com tantas possibilidades?
O processo de declínio do jornal impresso vem ocorrendo desde o advento do radio e mais tarde da televisão. Os números de vendagens vêem diminuindo. Ainda não é o fim deste tipo de jornal. É preciso sua reinvenção. Encontrar alternativas para que as desvantagens desse meio de comunicação sejam suprimidas, tais como: falta de agilidade e interatividade. A tarefa é árdua. E ainda há questões quanto à utilização do jornal impresso, que precisam ser respondidas, como: por que comprá-lo se é possível digitar as manchetes em ferramentas de busca na internet gratuitamente? Lembrando que o acesso a lan house pode ser mais barato e proveitoso. Cabe ressaltar, a existência de pessoas que optam pela leitura mais palpável. Os que acreditam que os jornais impressos sejam mais credíveis. E não podemos excluir as pessoas que não tem acesso a Internet. Ao menos, é uma alternativa àqueles que são imigrantes digitais, ou ainda, para os que não se adaptaram às bugigangas tecnológicas.
Sucumbir ao fim, a meu ver, é praticamente inevitável. Infelizmente, o jornal impresso não é criação desta sociedade da informação, que anseia por velocidade, agilidade, digitalização. Não é prático, nem moderno. A questão se remete as leis da evolução de Darwin. Para a sobrevivência terá que passar por transformações radicais para se adaptar às necessidades do novo mundo, das novas relações e dos nativos digitais.
Jornalista